Esta semana participei do Seminário de Pesquisa e Extensão, na Universidade da Amazônia (Unama), um momento de encontros e reflexões sobre os desafios de fazer ciência na região. Como professores dos programas de pós-graduação, discutimos experiências de pesquisa e extensão, mostrando como a produção acadêmica pode dialogar com os saberes locais e responder às necessidades reais da região. Foi um espaço de trocas interessantes e inspiradoras, em que a ciência se destacou como caminho de transformação social e ambiental.
Na plenária, fiz a leitura da carta dos cientistas da Amazônia para a presidência da COP 30, um relatório elaborado por universidades, instituições de pesquisa e cientistas da Amazônia, no Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia com autoridades do governo federal e coordenação da COP30, em Manaus. Esta carta embasou algumas das nossas discussões que reforçaram o compromisso da comunidade acadêmica com a defesa da floresta, da biodiversidade e das populações que aqui vivem.
O Seminário também reforçou a necessidade urgente de reduzirmos as diferenças impostas à Amazônia, lutarmos pela redução da simetria no financiamento científico e, sobretudo, pelo respeito à ciência produzida aqui. Os participantes também deixaram claro que fortalecer a pesquisa e a extensão no território é promover a justiça, a equidade e o futuro sustentável do país.
Ivana Oliveira
Sócia diretora da Jambo